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Onde está o bom samaritano?

“Faça isso e viverá” (Lc 10:28b)

A meses penso neste nome: Nelson França.
Era vigilante, pai de três filhos.
Ao ver as notícias nos jornais alguns meses atrás de que um homem que agonizava em frente a um hospital [1], algumas coisas me chamaram a atenção.
– Primeiro não há como não notar que existiram imagens registradas por pelo menos duas fontes diferentes (celulares talvez);
– Segundo, várias pessoas fazem comentários nas filmagens;
– Terceiro, e mais chocante, que enquanto tudo se passava, seja por 30 minutos ou por mais de uma hora como afirmam algumas fontes, enquanto aquele corpo não parou de se mexer, ninguém fez nada [2].

Imediatamente me veio a mente a história trazida por Jesus para ilustrar aos mestres da lei um conceito que lhes era estranho: o amor ao próximo.
O mistério revelado a Paulo (Ef 3:3), antes a Pedro (At 10:34-35) e, antes pelo próprio Jesus através de seus exemplos e história, mostra que o evangelho é boa nova para todo aquele que crê.
Como mensagem de boas novas, a graça foi estendida não só a nação eleita mas, aos que creram e crêem (e crerão) na morte e ressurreição do filho de Deus.

Pois bem, diante do Mestre os mestres lhe perguntam quem é o próximo.
Me parece que todos que assistiram aquela cena, pensavam saber a resposta dessa pergunta, afinal, aquele homem não era “próximo” de ninguém que estava naquele hospital, que esperava por atendimento, que fazia a segurança, que atendia, ou, que o filmava, agonizante, por infinitos minutos.

O bom samaritano não enxerga o homem agonizante a beira da estrada com indiferença assim como seus antecessores que passaram por aquele caminho o fizeram.
O bom samaritano entende a dor do próximo, vê seu sofrimento, sua condição, e age com misericórdia.

Uma palavra antiga e que parece ter desaparecido do vocabulário contemporâneo, misericórdia “é a virtude que leva à compaixão pelos semelhantes. É a junção de duas palavras em latim: miseratum (compaixão) + cordis (coração). Assim, poder-se-ia entender literalmente misericórdia, como “coração compadecido” [3].

Como é possível acreditar que nos dias em que vivemos, na nossa geração, não encontramos mais em muitos lugares e situações corações compadecidos que agem ao invés de observar (e filmar!). Enfrentamos dias em que o amor já se esfriou (Mt 24:12).

Quantas situações ilustram a falta de misericórdia desde a morte do seu Nelson França? Quantas na nosso estado? e nossa cidade? e nosso bairro?
Ainda resta dúvida que o tempo está próximo?
Qual é o papel do crente em Jesus, do que aceitou a boa nova nos dias de hoje, diante de uma sociedade de coração frio, sem misericórdia?

Com certeza não é estar presente em situações como esta e não fazer nada.
Um vida se perdeu por falta de corações compadecidos. Quantas vidas ao nosso redor podem ser salvas com um pouco mais de misericórdia?

Não pergunte onde está o bom samaritano, seja o bom samaritano onde você está.

“…rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam”. Ef 4:1

Referências:
[1] http://goo.gl/VwD4FO
[2] http://goo.gl/WfAOqN
[3] http://goo.gl/rE7og2

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